Deputado Hélio Isaías leva à Alepi reconhecimento histórico do Quilombo do Rosário como primeiro quilombo urbano do Piauí
Projeto do deputado, natural de Oeiras, avança na CCJ e coloca no centro do debate a história, a resistência e a cultura negra do município

A história de resistência negra de Oeiras ganha um importante capítulo dentro da Assembleia Legislativa do Piauí. O Projeto de Lei nº 150/2026, de autoria do deputado estadual Hélio Isaías, foi aprovado nesta segunda-feira (24) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e propõe reconhecer o Território do Quilombo do Rosário como o primeiro quilombo urbano do Piauí.
Mais do que uma mudança no papel, a proposta busca dar nome, visibilidade e reconhecimento institucional a uma história que atravessa gerações e faz parte da identidade cultural de Oeiras e do próprio Piauí.
O Quilombo do Rosário é um dos principais territórios de preservação da cultura negra no município. No local, manifestações como os Congos, o samba, as tradições religiosas, as festas populares e a transmissão de saberes pela oralidade permanecem vivas, preservadas pela própria comunidade e passadas de geração em geração.
Para Hélio Isaías, que nasceu em Oeiras e mantém uma relação histórica e política com o município, defender o reconhecimento do Rosário é também defender as raízes de sua terra.
“Essa é uma história que não pode ficar invisível. O Rosário representa a força, a resistência e a riqueza da cultura negra de Oeiras. Como filho dessa terra, tenho muito orgulho de levar essa pauta para a Assembleia e lutar para que o Piauí reconheça aquilo que a comunidade já preserva há tantas gerações”, afirmou o deputado.
O projeto também abre espaço para uma discussão que vai além do reconhecimento simbólico. A proposta prevê maior valorização, preservação e difusão das manifestações culturais do território, além de estimular o afro turismo, a geração de emprego e renda e a criação de políticas públicas voltadas à comunidade.
Na prática, o reconhecimento pode transformar o Quilombo do Rosário em uma referência ainda maior para o turismo cultural do Piauí, fortalecendo a economia local e criando novas oportunidades a partir da própria identidade da comunidade.
Os quilombos urbanos têm como uma de suas principais características a organização comunitária e a preservação de saberes afro-brasileiros, além da resistência diante do racismo estrutural e de violações de direitos. O reconhecimento jurídico também é fundamental para ampliar o acesso dessas comunidades a políticas públicas de proteção, desenvolvimento e valorização cultural.
A aprovação na CCJ é, portanto, um primeiro passo de peso para que o Rosário conquiste oficialmente o lugar que já ocupa na memória de Oeiras.
“Estamos falando de cultura, mas também estamos falando de oportunidade, turismo, renda e dignidade. Quando preservamos a história de uma comunidade, também criamos condições para que ela seja valorizada no presente e possa construir um futuro melhor. O Rosário merece esse reconhecimento”, reforçou Hélio Isaías.
A proposta segue agora para as próximas etapas de tramitação na Alepi. Para o deputado, a aprovação representa uma conquista não apenas para Oeiras, mas para todo o Piauí, ao colocar em evidência uma parte fundamental da formação histórica e cultural do estado.
Filho de Oeiras, Hélio Isaías transforma a defesa das raízes de sua cidade em pauta dentro da Assembleia e busca fazer do reconhecimento do Quilombo do Rosário um marco para a valorização da cultura negra no Piauí.






