O prefeito do município de Coronel José Dias, a 548 km de Teresina, Manoel Oliveira Galvão (PSB), o Maninho Atacadista, assinou um comunicado polêmico esta semana. No documento, ele e a secretária de Educação do município avisavam a todos os professores da rede municipal que a prefeitura só iria pagar aos docentes um turno de trabalho em maio e junho.

O motivo, conforme o comunicado, era a crise provocada pelo novo coronavírus. O prefeito usou decretos estadual e municipal para justificar a medida. Em um trecho, Maninho pedia “a colaboração e a compreensão de todos os professores” para que eles aceitassem receber apenas o pagamentos de um turno de trabalho nos meses de maio e junho.

“Considerando a queda de arrecadação das receitas do município devido à pandemia da Covid-19, queremos pedir a colaboração e a compreensão de todos os professores para comunicar, ao mesmo tempo informar, que iremos efetuar o pagamento somente referente a um turno a todos os professores da rede de ensino nesse mês de maio e no próximo mês de junho, ou seja, por dois meses”, dizia o comunicado.

Ainda como justificativa, o prefeito Maninho alegava que no mês de abril não houve aula e mesmo assim a Prefeitura pagou os valores integrais dos professores “como se tivesse tido aula”. Ele também diz que as aulas foram interrompidas em 17 de março, mas sua gestão pagou aquele mês completo, como se tivesse tido aula normalmente o mês inteiro.

O comunicado deixou os professores de Coronel José Dias indignados. Diante da reação, Maninho recuou da medida e publicou outro comunicado, revogando o anterior. Procurado pelo Política Dinâmica, Maninho disse que não seria abatido algo como a metade do salário dos professores, mas sim o pagamento das horas extras, dos períodos excedentes de um turno.

“Esse comunicado já foi revogado, não tem mais isso não. Era uma medida, mas eles [professores] acharam que não, então tudo bem. Então a gente não vai querer desavença e revogamos”, explicou. Em seguida, Maninho encaminhou uma cópia do novo comunicado que revogou a medida anterior, dizendo que não ia mais reduzir a remuneração dos professores.

É, prefeito, não foi dessa vez. Não colou.

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FONTEGustavo Almeida - Política Dinâmica
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