O jovem Luiz Barbosa de Sousa, de 20 anos, sofreu um acidente de moto ao sair do trabalho e aguarda uma cirurgia de reconstrução traqueal no Hospital Getúlio Vargas (HGV). A família não tem condição financeira para pagar a cirurgia na rede privada de saúde porque custa mais de R$ 25 mil. O jovem precisa da cirurgia para voltar a respirar em condições normais, sem a traqueostomia.

O acidente ocorreu no dia 13 de julho de 2020. Luiz sofreu diversos problemas de saúde, inclusive um traumatismo craniano. Ele passou por dois períodos de internações, sendo que na primeira contraiu a Covid-19. Devido ao longo tempo de entubação precisou de uma traqueostomia, agora, ele precisa passar pela reconstrução traqueal.

“Hoje ele respira, mas através da traqueostomia,que deve ser algo temporário, não pode ser permanente. Para ele voltar a respirar normalmente pela boca, pelo nariz, para o ar conseguir passar, ele precisa passar por essa reconstrução porque hoje a traqueia dele está fechada. O ar não circula como normalmente deveria”, diz Rubens Stanley.

Luiz é do interior de Caxias, no Maranhão, mas mora em Teresina com duas irmãs. Roseane Barroso, uma das irmãs, precisou deixar o emprego para cuidar integralmente  do irmão. Ela conta que também está difícil manter a casa, pois ambos eram responsáveis pelas contas.

“Nossos pais moram no interior, e o pouco que eles têm mandam para a gente conseguir sobreviver. Ele fazendo essa cirurgia, a gente vai poder ter a nossa vida normal. Ele vai ter o período de recuperação, vai poder voltar a trabalhar, e eu também vou poder”.

Pelo Sistema Único de Saúde, a cirurgia só é feita pelo Hospital Getúlio Vargas. O prazo, segundo a família, dado ao jovem foi de seis a oito meses.

Rubens Stanley conta que na próxima quinta-feira, o Luiz irá para uma consulta no HGV para receber o parecer do médico sobre qual tipo de procedimento poderá ser feito pelo hospital e se há necessidade de novos exames.  “A gente busca que essa cirurgia seja feita o mais rápido possível”.

HUT

O Hospital de Urgência de Teresina, no qual o jovem esteve internado, esclarece em nota que todo paciente submetido a entubação pode desenvolver estenose traqueal. Quando a obstrução do órgão é apenas parcial, trata-se de um procedimento cirúrgico eletivo, somente feito em unidade de saúde de referência para esse tipo de intervenção, como o HGV ou o Hospital Universitário, ambos em Teresina.

HGV 

O diretor do HGV, doutor Gilberto Albuquerque, informou que em breve o hospital irá receber pacientes para a reconstrução traqueal.

“Dentre as várias complicações que essa pandemia nos trouxe está a estenose de traquéia. Os pacientes ficam internados por muito tempo, essa longa permanência traz essa complicação. Sabendo disso, o HGV já montou uma equipe para realizar esse tipo de cirurgia. Já criamos outro horário de centro cirúrgico e muito em breve iremos equalizar a demanda e a resolutividade”

Carlienne Carpaso

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