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Merlong lidera primeiros atos na CFT com aprovação de audiências sobre escândalo do Banco Master e alta dos combustíveis

Créditos: Reprodução

A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), requerimentos para a realização de audiência pública destinada a debater a necessidade de reforço na regulação e fiscalização do sistema financeiro nacional, principalmente após o escândalo envolvendo o Banco Master. A iniciativa foi apresentada pelo presidente da comissão, deputado federal Merlong Solano (PT-PI), em conjunto com o deputado Rogério Correia (PT-MG).

A aprovação do requerimento marca um dos primeiros atos de Merlong Solano à frente da CFT, uma das comissões mais estratégicas do Parlamento, responsável por analisar o impacto financeiro e orçamentário das propostas em tramitação na Câmara. As audiências devem contar com representantes do Banco Central, Febraban, dos ministérios da Fazenda e da Justiça, além de órgãos de controle e entidades do setor financeiro.

Ao defender a realização das audiências, Merlong destacou a gravidade das denúncias, com indícios de fraudes financeiras e possível atuação do crime organizado em fundos de investimento. O caso do Banco Master envolve suspeitas de irregularidades na gestão de recursos, operações financeiras de alto risco e possíveis prejuízos a investidores e fundos, incluindo recursos públicos. Também há questionamentos sobre falhas na supervisão e na transparência dessas operações. “O escândalo do Banco Master, por si só, já justifica a realização dessa audiência. Estamos falando de valores astronômicos, com prejuízos estimados em mais de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito”, afirmou.

O deputado ainda citou possíveis perdas envolvendo investimentos públicos e fundos de previdência. Segundo ele, o Banco de Brasília teria adquirido cerca de R$ 12 bilhões em papéis do Banco Master, recuperando apenas parte do valor, o que pode ter gerado prejuízos bilionários.

*Debate sobre combustíveis*

Além do sistema financeiro, a comissão também aprovou requerimento para a realização de audiência pública sobre os recentes aumentos abusivos nos preços da gasolina e do diesel em todo o Brasil. Autor da proposta, Merlong classificou a alta como “inexplicável e injusta”, destacando que não houve reajuste por parte da Petrobras e que o governo federal manteve a isenção temporária de tributos federais sobre os combustíveis. “Não é razoável que o consumidor continue pagando mais caro na bomba sem que haja justificativa clara. Precisamos entender o que está acontecendo na cadeia de distribuição e garantir transparência na formação dos preços dos combustíveis no país”, afirmou o deputado.

Para o parlamentar, é fundamental esclarecer os fatores que vêm impactando os preços e assegurar que não haja abusos contra a população.

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